06/02/2019

Por qual optar: FIV ou Inseminação Artificial?

Embora antiga, a inseminação artificial (IA) ainda confunde as pessoas quanto o seu conceito, execução e eficácia. A palavra artificial faz confundir com a fertilização in vitro (FIV). 


“É uma técnica de reprodução assistida considerada de baixa complexidade, onde espermatozoides capacitados são transferidos para dentro do útero e deverão alcançar as trompas para a fecundação natural”, explica o ginecologista João Michelon, do Fertilitat – Centro de Medicina Reprodutiva. 


A inseminação é indicada principalmente para casos leves de problemas masculinos, nas mulheres com alterações no colo uterino ou nos casos de casais sorodiscordantes para HIV. 


“Nesse processo se pressupõe que o útero e as trompas estejam normais e que ocorra ovulação – estimulada ou não”, comenta Michelon. 


Quando estimulada, a produção de mais que três a quatro folículos aumenta o risco, sem controle, das gestações múltiplas, ficando desaconselhada nestas circunstâncias. A inseminação oferece uma chance de gravidez de aproximadamente 22% a cada tentativa. A fecundidade humana natural é em torno de 18%.


Já, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica de alta complexidade, onde há auxílio médico no processo de inseminação do espermatozoide no óvulo. “É o que existe de mais eficaz para melhorar a chance de gravidez. Ela foi criada para tratar mulheres com obstrução nas trompas, porém o leque de indicações se ampliou muito com o aprimoramento da técnica”. Nos casos de alteração espermática grave, a técnica de ICSI, que consiste em injetar mecanicamente o espermatozoide dentro do óvulo, evita a busca pelo banco de sêmen.


“O sucesso da fertilização in vitro é determinado por muitas variáveis, com relevância para a idade da mulher, qualidade dos embriões, condições uterinas e número de embriões transferidos”, explica Michelon.


Ao contrário da inseminação, a FIV permite um melhor controle sobre as gestações múltiplas, pois limita o número de embriões a serem transferidos, conforme cada caso. A indicação para as técnicas é muito particular. Decidir por um ou outro método requer uma análise técnica criteriosa pelo profissional médico.

 

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