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Doação de óvulos é alternativa diante da infertilidade feminina

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Doação de óvulos é alternativa diante da infertilidade feminina

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a infertilidade atinge cerca de 15% da população. Um problema que pode ter diferentes causas e, em alguns casos, ser contornado por meio de mudanças de hábitos de vida ou tratamentos para homens e mulheres.

No entanto, para algumas pacientes, o sucesso da reprodução assistida exigirá o recurso da ovodoação – quando a fertilização ocorre com um óvulo doado por outra mulher. Esse processo, regulado há alguns anos pelas normas médicas, é uma alternativa cada vez mais procurada para contornar problemas de fertilidade.

Referência no Brasil sobre o assunto, a ginecologista Mariangela Badalotti, diretora do Fertilitat – Centro de Medicina Reprodutiva, explica como funciona a doação de óvulos e esclarece outras questões a respeito da preservação da fertilidade.

Confira nosso pingue-pongue:

Qual o primeiro passo para preservação da fertilidade?
A fertilidade depende de uma série de fatores, desde a idade do indivíduo e hábitos de vida, como tabagismo, a enfermidades como câncer. O primeiro passo, nesse sentido, é ter um estilo de vida saudável: manter a alimentação equilibrada, controlar o peso, evitar o fumo e o uso de drogas, além de ter relações sexuais seguras, prevenindo doenças sexualmente transmissíveis. Como para qualquer aspecto de saúde, é muito importante ter bons hábitos de vida. Entretanto, essas medidas não impedem que o ovário perca função com o passar da idade, mas evitam sua aceleração.

Como funciona a ovodoação compartilhada? Quem pode doar, quem pode receber?
Esse tratamento é realizado através de uma fertilização in vitro, na qual é utilizado o óvulo de uma doadora e o espermatozoide do parceiro da mulher que receberá a doação, ou de um doador, no caso de maternidade sozinha ou casais homoafetivos masculinos.

Podem doar óvulos as mulheres de até 35 anos, com histórico negativo de doenças genéticas e sexualmente transmissíveis, exame de cariótipo (DNA) normal, e que desejem, voluntariamente, auxiliar quem busca realizar esse sonho da maternidade. A utilização dos óvulos doados é indicada em casos como idade materna avançada, falhas repetidas de fertilização in vitro, falência ovariana prematura, entre outras situações em que os ovários não produzem mais óvulos.

O que diz a lei brasileira sobre ovodoação?
Não existe lei para Reprodução Assistida no Brasil. A conduta médica é regulada pelas normas éticas dispostas na Resolução 2168/2017, do Conselho Federal de Medicina, que estabelece uma série de prerrogativas para o uso adequado dessas técnicas. As três condições básicas são anonimato, voluntariedade e gratuidade.

Ovodoação pode ser feita entre familiares?
A atual resolução do Conselho Federal de Medicina estabelece que a doação é anônima e, portanto, não pode ser feita entre familiares.

Quem vai receber o óvulo tem acesso a quais informações da doadora?
São fornecidas informações sobre tipagem sanguínea, idade, altura, cor de pele, cor de olhos, cor e tipo de cabelos e origem familiar.

Existe a possibilidade de doar óvulos e tornar o custo do tratamento da fertilização mais barato?
A doação compartilhada de óvulos é um processo em que se une dificuldades para criar potencialidades. É um procedimento de doação mútua, que envolve óvulos e custeio do processo, e assim permite a formação de duas famílias.

É necessário um tratamento psicológico prévio. Há acompanhamento posterior?
É feita avaliação psicológica prévia de todos os envolvidos nesse processo – doadoras, receptoras, parceiros ou parceiras – para que entendam bem e reflitam sobre o procedimento de doar e receber material genético.

Congelamento de óvulos: porque fazer, com que idade fazer, é recomendado em quais casos?
É uma alternativa bem indicada para mulheres que desejam postergar a gravidez e preservar a fertilidade, que começa a diminuir bruscamente a partir dos 35 anos. Então, é melhor que seja feita antes dessa idade. Também é importante para pacientes oncológicos, uma vez que tratamentos como quimioterapia e radioterapia podem comprometer a fertilidade. Pode-se dizer que a mulher que congela óvulos será sua própria doadora no futuro.

Adoção de embriões. O que é?
Durante a reprodução assistida, muitas vezes são gerados mais embriões do que serão utilizados no tratamento.
Esses embriões excedentes devem ser congelados. Os pais biológicos desses embriões podem doá-los e, assim, serem recebidos por tentantes. Isso é o que se chama de adoção de embriões.

Fertilidade: qual a tecnologia mais moderna no mundo? Ela também é alcançada no Rio Grande do Sul?
Hoje as mais modernas tecnologias progridem para aumentar as taxas de sucesso da reprodução assistida. Nas últimas décadas, tivemos um avanço para cerca de 50% de sucesso em mulheres até 35 anos. E acredita-se que esses índices só crescerão no futuro. O Fertilitat busca se manter atualizado, tanto em conhecimento como em tecnologias, de acordo com o que há de melhor no mundo. Recentemente, adquirimos um equipamento chamado EmbryoScope, que monitora o embrião 24 horas por dia, assegurando sua qualidade sem mexer no meio do cultivo onde está inserido.

A ciência já consegue diagnosticar possíveis doenças antes mesmo da formação do bebê?
Sim, existem procedimentos como a biópsia embrionária. Essa técnica avalia a carga cromossômica de cada embrião, podendo identificar alterações como monossomias e trissomias, que originam, por exemplo, as síndromes de Turner, Down e Edwards.

O padrão das novas famílias: mãe solteira, pai solteiro, casais homoafetivos. Como é feita a fertilização nestes casos?
Estes procedimentos são feitos através de doação de gametas e de gestação de substituição (o que alguns denominam de barriga solidária). Doação de sêmen no caso de mulheres solteiras e de casais homoafetivos femininos; e doação de óvulos e gestação de substituição no caso de casais homoafetivos masculinos e homens solteiros.

>> Infertilidade masculina

Quando a infertilidade é por parte do homem, o que fazer? Na maioria dos casos têm tratamento?
Em qualquer caso de infertilidade, o mais recomendado é buscar uma consulta especializada para fazer a devida investigação das causas e determinar o tratamento mais adequado. Existem muitos tratamentos para a infertilidade masculina, que serão instituídos de acordo com a causa.

Consumo de álcool em excesso e obesidade atrapalham a fertilidade do homem?
Sim, tanto o abuso do álcool quanto o peso inadequado prejudicam a fertilidade, pois interferem negativamente na produção de espermatozoides. Por isso, é muito importante seguir hábitos de vida saudáveis.