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Artigo: O sono tem influência na fertilidade?

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Artigo: O sono tem influência na fertilidade?

O sono é determinante do bem-estar físico e emocional. A Organização Mundial da Saúde recomenda 8h de sono diário. Numa sociedade que tende a estar ligada 24h por dia, há tendência a perturbações circadianas que levam a prejuízos na qualidade do sono. As alterações no ciclo circadiano, pela ruptura na fisiologia normal do sono, promovem mais alterações metabólicas e interferência no ambiente hormonal necessário para a reprodução. O descanso reduz o estresse, melhora o humor, a memória e o desempenho cerebral, além de fortalecer a capacidade reprodutiva.

No âmbito sistêmico, os distúrbios do sono favorecem doenças metabólicas, cardiovasculares, transtornos de ansiedade e depressão. Na esfera reprodutiva, podem estar presentes em mulheres inférteis em aproximadamente 30%. Em geral, podem determinar irregularidades menstruais, menor chance de concepção, mais abortos e alterações no peso dos recém-nascidos. Estudos revelaram que distúrbios respiratórios do sono guardam forte relação com ovários policísticos, pois contribuem para anormalidades metabólicas como resistência à insulina e menor tolerância à glicose. Do ponto de vista hormonal, promovem desajustes na secreção do TSH e da prolactina e tendem a diminuir os pulsos do LH, os níveis de progesterona e do hormônio antimüleriano.

Naquelas mulheres com reserva ovariana baixa, observam-se três vezes mais distúrbios do sono. O próprio sofrimento psicológico originado pelo stress, ansiedade e depressão das mulheres inférteis condicionam um círculo vicioso no início e manutenção do sono.

Homens com transtornos do sono oscilam em demasia seus níveis de testosterona, apresentam piora na concentração e motilidade espermática, exibem mais anormalidades nos espermatozoides, tendem a ter menor volume dos testículos e podem sofrer de disfunção erétil. Geralmente, são pessoas com hábitos de vida menos saudáveis, maior índice de massa corporal, que consomem mais álcool e cafeína, além de fumarem com mais frequência. Naqueles com apneias noturnas, o estresse oxidativo condiciona a elevados níveis de fragmentação do DNA espermático, piorando as taxas de gravidez e índices de aborto.

Para pessoas que almejam qualidade de vida e aos casais com propósito reprodutivo, atenção máxima deve ser dada a uma necessidade básica do organismo: qualidade do sono. Hábitos saudáveis são importantes para um sono reparador: evitar cafeína ou álcool no final do dia, procurar dormir nos mesmos horários, dormir em ambiente escuro, acomodar-se com temperatura agradável e evitar o uso noturno de dispositivos eletrônicos; a emissão luminosa das telas altera a secreção de melatonina e tira a sonolência natural.

Por João Michelon, ginecologista do Fertilitat