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Tire suas dúvidas sobre parentalidade solo e de casais homoafetivos

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Tire suas dúvidas sobre parentalidade solo e de casais homoafetivos

Como um casal de pessoas do mesmo sexo pode ter filhos sem recorrer à adoção? E se um homem ou uma mulher quiserem ter uma criança de maneira solo, sem um parceiro, como funciona? São várias as dúvidas que surgem quando vem o desejo da maternidade ou paternidade dos diferentes arranjos familiares.

Para cada um desses casos, a medicina reprodutiva pode ajudar na construção dessa família. A ginecologista Rafaella Petracco e a psicóloga Débora Farinati, do Fertilitat – Centro de Medicina Reprodutiva, esclarecem as principais dúvidas desses homens e mulheres. Confira:

Como funciona a fertilização no caso de um casal de duas mulheres ou de uma gravidez solo?
Pode ser feita de duas formas: com a inseminação artificial, em que os espermatozoides obtidos em um banco de sêmen são introduzidos no útero de uma das mulheres, no momento da ovulação, para que o processo ocorra naturalmente. E, também, com a fertilização in vitro, em que o embrião, já gerado em laboratório, é implantado em uma das pacientes.

Os óvulos de uma das mulheres podem ser usados no útero da parceira, para que ambas participem do processo?
Sim. No entanto, é necessária uma avaliação criteriosa das duas mulheres, para saber as condições reprodutivas de cada uma e se há fatores que podem facilitar ou dificultar a gravidez.

Consigo saber as informações do doador de sêmen, como altura, peso etc?
Sim, os bancos de sêmen disponibilizam essas informações, como cor do cabelo, do olho, altura, peso e saúde do doador. O casal ou a mulher solo tem acesso a esses dados e pode escolher qual será utilizado. Importante ressaltar que a identidade do doador é mantida sempre em sigilo.

As duas mulheres do casal podem amamentar?
É possível induzir a amamentação na mulher que não gerou o bebê, mas não é um processo fácil de ser obtido.

E no caso de um casal de dois homens ou um homem solo, como funciona o processo?
A gestação é feita com um útero de substituição. A fertilização é realizada in vitro e o embrião é implantado na mulher que gerará o feto. Como no caso do casal feminino, é feita uma avaliação das condições reprodutivas dos homens envolvidos, para identificar possíveis problemas de fertilidade.

O útero de substituição pode ser de uma parente ou de uma outra mulher?
É possível usar o útero de uma parente de até quarto grau, como mãe, irmã, tia e avó de um dos homens ou do homem solo. Se for uma pessoa fora da rede familiar, é necessária uma autorização do Conselho Regional de Medicina.

É possível usar o óvulo da mulher que fará a gestação?
Não, o óvulo deve vir de uma doação anônima, obtida em bancos de gametas. Assim como no caso da doação de sêmen, o casal ou o homem solo tem acesso às informações da doadora, como altura, peso etc.

Uma mulher que nunca engravidou pode ter o útero de substituição?
Sim, mas o recomendado é que seja uma mulher que já engravidou, uma vez que já conhece mais os efeitos físicos e emocionais da gravidez. Seja qual for o caso, há uma avaliação das condições obstétricas da mulher envolvida, como idade, comorbidades e outros fatores que possam ser positivos ou negativos para a gestação.

Como fica a mulher do útero de substituição na relação com a criança?
É importante que tanto o casal quanto a mulher tenham bem identificados seus lugares nessa relação. Os efeitos emocionais da gestação podem gerar um sofrimento no desprendimento da criança, ao longo do processo e após o parto. É recomendada um acompanhamento psicológico para prover segurança emocional a todas as partes.