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Os refrigerantes na saúde reprodutiva

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Os refrigerantes na saúde reprodutiva

Por João Michelon, ginecologista do Fertilitat

O refrigerante é uma bebida não alcoólica, gaseificada e com alto poder refrescante, que leva a uma sedução do paladar e provoca o desejo constante de consumo. Na sua composição, além da água, há altas concentrações de açúcares, acidulantes, antioxidantes, conservantes, edulcorantes e dióxido de carbono.

Aqueles açucarados têm alto valor calórico e contribuem fortemente para a obesidade. Os aditivos neles contidos podem levar a processos alérgicos crônicos. O conservante benzoato de sódio, em reação com outros componentes e temperaturas elevadas, pode levar a cânceres. Por outro lado, os refrigerantes diet carregam altas concentrações de sódio e levam ao risco de hipertensão e distúrbios renais pelo uso crônico excessivo. A OMS enfatiza que há evidências suficientes para desencorajar o consumo em favor de uma alimentação saudável. Os consumidores desta bebida tendem a ingerir outras dietas pobres, pois estimula o gosto para alimentos não nutritivos.

O revestimento interno das latas de refrigerantes possui o Bisfenol-A, um elemento químico industrial conhecido como alquifenol, que tem uma ação xenoestrogênica, pois mimetiza os estrogênios ou outras moléculas atuantes no sistema endócrino, interferindo em todo o imbricado metabolismo dos hormônios naturais, responsáveis pelos processos de desenvolvimento. Embora a ação estrogênica seja fraca, a exposição crônica a este elemento pode resultar em alterações adversas no processo reprodutivo.

As mulheres em idade reprodutiva são fortes consumidoras de refrigerantes ricos em açucares, favorecendo o ganho de peso, aumento da insulina circulante, indução à síndrome metabólica e diabetes. Esses efeitos metabólicos estão relacionados à diminuição da fecundidade. A resistência insulínica observada nestas mulheres altera o ambiente metabólico materno e o microambiente do líquido folicular, levando à produção de oócitos e embriões de menor qualidade.

Estudos recentes demonstraram que refrigerantes açucarados e as bebidas energéticas repercutiram negativa e significativamente na produção de oócitos nos processos de fertilização in vitro, bem como no grau de maturidade destas células. As taxas de fertilização e produção de embriões de boa qualidade também sofreram decréscimo significativo; por consequência, quedas nas as taxas de gravidez e nascimentos foram observadas. Os índices de abortos triplicaram quando o consumo foi demasiado. Nos refrigerantes diet, embora trouxessem repercussão negativa em alguns destes parâmetros, isso não foi significativo, levando a crer que o açúcar seja um potente tóxico reprodutivo.

Há de se refletir fortemente sobre o consumo destas bebidas calóricas, repletas de aditivos tóxicos, naquelas mulheres em idade reprodutiva com desejo de engravidar. Hábitos alimentares saudáveis são fundamentais para o zelo da saúde reprodutiva.

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